Não vou te escrever um terceto,
Porque não tenho métrica,
não tenho rima
e a gente lá tããão...
[Dessincronizados?!]
Claro e escuro,
Desacrobacia simétrica
do infinito no raso
[Antítese ou paradoxo?!]
Não sei.
Mas larga essa distância,
desce desse muro
chega na minha vida e diz:
[- Quero mesmo ser inspiração.]
Já que ultimamente é muito mais fácil falar com os astros do que acreditar que as suas respectivas posições influenciam em nossas relações afetivas. [No entanto, você continua sendo meu inferno astral...]
domingo, 29 de março de 2009
Desconstrução
segunda-feira, 23 de março de 2009
Reecontros, eu sei.
Grita pro mundo: "Amar não é ter que estar perto, amar não é ter que estar perto" - um consolo à distância.
A semana passava rastejando, eu me prendia às tarefas escolares para te esquecer um pouco e acelerar o ritmo dos dias da sua ausência. Às vezes eu sentia saudades tuas. Nossas.
Sexta-feira chegava - nem ao menos ansiedade -, eu esperava por você, faltavam 15 minutos pra te ter. Daquele 1/4 da hora vinha o nervosismo, a boba preocupação de estar adequadamente vestida, bem perfumada e psicologicamente preparada para as suas ações, as suas perguntas. Eu não sorria, apesar de que por dentro estivesse feliz, batia um sopro de medo estarmos de fronte. Eu te achava fantástico, sem saber o exato significado dessa admiração. Você me achava chata, a salvo algumas poucas atribuições.
E se no ponteiro das horas eu descobrisse que não era amor?
Tic-tac tic-tac
Meu tempo se mostrou infinito, o seu era cronometrado.
Quis sair correndo do teu carro, sumir da tua vida, te apagar de mim.
Tinha receio da palavra ilegal que salivava na tua boca:
- ACABOU!
Eu gostava de você...
O que foi que eu te fiz? Eu só queria saber.
O fim não doeu, porém, tive ódio das escanchadas meninas burras e feias que se cediam ao imoral; tive inveja daqueles que sempre conseguiam vencer; tive cólera de mim, de você, de nós dois e alguns outros.
Senti-me imunda.
Para que fingiu tanto?
Atendi o teu pedido.
Calada, sem prantos.
Abri mão da tua presença e do sufocante sentimento de posse:
você tinha outra, eu pressentia.
"Amar não é ter que estar perto, amar não é ter que estar perto".
O que me importa ver-te com outra se há sempre um reencontro?, eu sei!
A semana passava rastejando, eu me prendia às tarefas escolares para te esquecer um pouco e acelerar o ritmo dos dias da sua ausência. Às vezes eu sentia saudades tuas. Nossas.
Sexta-feira chegava - nem ao menos ansiedade -, eu esperava por você, faltavam 15 minutos pra te ter. Daquele 1/4 da hora vinha o nervosismo, a boba preocupação de estar adequadamente vestida, bem perfumada e psicologicamente preparada para as suas ações, as suas perguntas. Eu não sorria, apesar de que por dentro estivesse feliz, batia um sopro de medo estarmos de fronte. Eu te achava fantástico, sem saber o exato significado dessa admiração. Você me achava chata, a salvo algumas poucas atribuições.
E se no ponteiro das horas eu descobrisse que não era amor?
Tic-tac tic-tac
Meu tempo se mostrou infinito, o seu era cronometrado.
Quis sair correndo do teu carro, sumir da tua vida, te apagar de mim.
Tinha receio da palavra ilegal que salivava na tua boca:
- ACABOU!
Eu gostava de você...
O que foi que eu te fiz? Eu só queria saber.
O fim não doeu, porém, tive ódio das escanchadas meninas burras e feias que se cediam ao imoral; tive inveja daqueles que sempre conseguiam vencer; tive cólera de mim, de você, de nós dois e alguns outros.
Senti-me imunda.
Para que fingiu tanto?
Atendi o teu pedido.
Calada, sem prantos.
Abri mão da tua presença e do sufocante sentimento de posse:
você tinha outra, eu pressentia.
"Amar não é ter que estar perto, amar não é ter que estar perto".
O que me importa ver-te com outra se há sempre um reencontro?, eu sei!
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