- Sabe, tô cansada de ser boazinha; de aceitar suas desculpinhas quieta só para não te contra-argumentar e acabar gerando mais confusões por te pegar desprevenido, por te fazer se sentir encurralado ou mal.
Se é que você realmente se sente mal por alguma coisa... Porque convenhamos, você nem hombridade tem, então fica difícil eu querer falar sobre capacidade de discernimento para alguém que pensa que é homem, mas que ainda não saiu da puberdade mental.
Eu só vim aqui te dizer que, ok, você venceu. Se seu objetivo era fazer com que eu me sentisse humilhada, conseguiu. Agora já pode ficar satisfeito e sair contando pelos quatro cantos do mundo que eu me fodi na sua mão e - imploro - passar a me ignorar ad infinitum.
Você a todo momento se comportou como um menino, mas cara, o que a gente teve -pelo menos pra mim - nunca foi um jogo. E eu sei que você vai dizer que a gente nunca teve porra nenhuma e que afinal, você nunca me prometeu na-da.
Mais uma vez vou emprestar a minha paciência pro seu discurso-machista-pronto, vou fingir que acredito ou de uma vez por todas, vou te dar provas da minha fidelidade: convictamente acreditarei.
Porque, como você sabe, eu sou ingênua, e não é muito difícil me fazer acreditar nas coisas, né? Afinal, um dia você me fez crer que a sua pessoa era excepcional em tudo o que fazia: bonito, 21 anos, empenhado, legal, tranquilo, esperto, pega bem... Mas meu filho, quer saber? Nem o seu beijo era grande coisa.
Inteligente não, você jamais conseguiu me fazer acreditar nisso. Até porque, veja bem, qual pessoa dotada de sapiência faria tudo o que você fez? Me trocar várias vezes por drogas, vídeo game e menininhas de 'baixo nível'... Não falha o ditado 'insistir no erro é burrice', e por sinal, você é burro. MUITO BURRO!
Não vem dizer também que eu tô bancando a mal-comida, porque se você parar para pensar, a culpa é sua, que nunca soube fazer o serviço direito. Nem ao menos me convencer a fazer. E eu sei que você queria, você teria dado tudo por isso.
Verdade seja dita: você é mais inseguro que eu. E cara, insegurança é coisa pra menininha, tá bem? Aposto que todos os seus vacilos são consequências dos muitos chifres e decepções que você levou pela vida. Por causa de tudo isso, você se sente abalado com o tamanho do próprio pau.
Sinceridade? Eu tive - e ainda tenho - pena. PE-NA. E foi ela que me fez teimar em ter um relacionamento com você, sei lá, eu queria te mostrar que alguma coisa na sua vida podia dar certo.
Você só me procurava quando precisava de um elogio, de alguém pra conversar e que te desse carinho. Só queria as coisas boas, que não dessem trabalho. Porém, eu nunca te dei a entender que eu era uma garota que não dava trabalho, ou seja, fácil. E eu sempre me senti triste por não ter a parte que você julgava ruim da coisa...
Pode rir, me tachar de otária. Se você acha que me fez de boba esse tempo todo, sinceramente, o problema é seu. Você é só mais um, nem o primeiro nem o último. Uma hora - pra mim - essa historinha toda vai deixar de significar, assim como não significa nada pra você há tempo. Se é que um dia significou...
Enfim, deixo esse meu último parágrafo para um recado rápido e bem assertivo:
VAI TOMAR NO CU!
Você nunca me levou a sério. E não me venha falar de respeito, porque respeito é algo que você nunca teve por mim, algo que você nunca teve nem por você... então, deixa pra lá.
ME deixa pra lá!*