ao analisar bem a situação, eu diria que você devia ser proibido.
assim como se pune a quem comete um crime, eu deveria ser enjaulada por me envolver com o pecado: você, a personificação dele.
ser presa na escuridão escondida do nosso paraíso, com as mãos atadas por algemas precisas, sorrindo:
- me leva, me leva que eu gosto...
e eu choro. não porque você me encadeia lentamente a cada vez que estamos juntos, mas porque eu sei que me encurralando você também me liberta e isso dá prazer: ter liberdade total pra te ensinar como me satisfazer. desejo faz chorar e é por isso que tem noites em que eu me desespero.
você tem o poder, e isso é para poucos. te obedeço por pura submissão e te deixo ganhar, mesmo sabendo que em muitas vezes sou eu que estou por cima do jogo. então você me segura bem forte, nunca pela mão, sempre pela cintura, e me leva pra cela: um lar de piso quadriculado preto&branco.
e é boa essa clausura de jogo de damas, onde eu jamais sou a última peça e, apesar destes teus olhos gritando "EU VOU TE MACHUCAR", entre clímax e sussurros, refestelando-me, respondo:
- mas eu gosto. e muito.