domingo, 26 de abril de 2009

Cinzas de abril

Pink Floyd e tudo ficando tão triste: as pessoas, o arredor, o meu coração (embora eu esboçasse um sorrisinho ali e outro aqui pra fingir ser simpática)... Tudo tão pesado que o mundo começou a cair. Não só o meu, mas também o das pessoas que ficavam tristes, mesmo sem que soubessem, porque ontem a gente se perdeu: você e eu, caminhos opostos.

Elas foram ficando assim ao poucos, sem que percebessem. Mal sabem elas que ficarão ainda mais... Afinal, minha felicidade equilibrava o universo delas e as suas canções o meu. E era assim que a gente ia espalhando alegria pouco a pouco pelo mundo, era assim que contagiávamos as pessoas sem que percebessemos e, através dos nossos gestos simples, fazíamos com que a Terra girasse ao nosso redor: juntos, uma estrela gigante.

Aconteceu não pelo fato de que tinha que acontecer, mas porque outro dia aprendi que se gosto de alguém, tenho que deixá-lo ir... Pra sempre. E eu precisei cair fora, te ensinar que o seu desejo não era o mesmo que o meu e que a todo minuto eu orbitava o seu Pequeno Mundo, mas que em poucos deles você orbitava o Grande meu. No raso do seu oceano, descobri o segredo reluzente: você não me queria tanto quanto eu te queria.

Hoje penso que foi uma grande descoberta. Se era reluzente é porque havia algo de precioso. De lá retirei lições e fatos óbvios que eu não sabia da minha própria vida: meu mundo, sempre tão vasto, não fora feito pra você, que com perninhas curtas não saberia caminhar.

Depois disso precisei partir. Você nem sequer me desvendaria, pois minhas águas nunca foram rasas. Diariamente transbordo, como aconteceu na mesma noite em que te larguei, porém, afogada em outros braços.


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Seja sempre o maior que você puder.

Construção

Desceu do muro e disse:
- Vem de novo pra mim.

E então eu fui inteira.