à noite, se fecho os olhos, sob as minhas
pálpebras tem-se a minha mais secreta
tatuagem: você.
já não existe cicatriz, quanto menos ferida.
porque, enquanto durmo, nos meus sonhos
você fica muito mais bonito. mais bo-ni-to...
timidamente te encaro.falo mais alto e te
conto histórias pra dissimular os meu segredos.
nos meus olhos, com olhar de encantamento,
você se enxerga e então, pela primeira vez,
me sorri de graça.
tenho medo.
já conheço a rejeição e as suas diferentes faces.
todas elas me assustam...
e em mais um impulso infantil, erroneamente
te pressiono:
― você sorri porque reconhece a C. em mim? ainda a busca?
friamente você responde:
― lorena, você só vai sofrer menos quando passar a olhar mais pra dentro de si.
"olhar mais pra dentro de si... olhar mais pra dentro de si..."
acordo.
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